Pois é. Noite de segunda. Dia de abertura de festival de cinema. Chamei amigo pra ir. Reeencontrei outros. Dei entrevista forçada rsss, tirei foto (argh) posada. Dei beijo na saudade de reencontrar pessoas diferentes das que encontro no dia a dia. Tive a oportunidade de falar de algo que gosto que é a Cultura, estreitar contatos, mostrar que to viva.
Mas eis que tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho, tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento, na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho, tinha uma pedra.
Estressei.
Vacilei.
Fiquei mal.
De volta a velha vida de internet e solidão.
Um dia ainda vou ter forças de chutar pedra pras galáxias e voltar a ver o mundo colorido como um dia (sim, um dia) eu vi sim, vi sim...
Mostrando postagens com marcador Coisas de Cuiabá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coisas de Cuiabá. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Memórias de uma pau-rodado (parte III)

Pois é, leitores, desculpem a demora em seguir com minhas memórias. Mas minha mente estava cheia de coisas (boas e ruins) para pensar. Mas eis que sou impelida a remexer no baú da mente, já confundida pelo peso dos 39 anos que recém-chegaram, para atender a um pedido de uma amiga, Laura Lucena. Ela está escrevendo um livro sobre o ex-chefe da Defesa Civil, Domingos Iglesias Valério e perguntou se alguém tinha uma história ocorrida com ele. E não é que eu tenho?
Durante muitos anos fugi de entrevistar este homem. Explico: é que logo que cheguei a Cuiabá fui trabalhar no jornal Folha do Estado. Crua de tudo. Tinha acabado a faculdade, nunca tinha feito estágio, nunca tinha mexido com computador, e não conhecia ninguém na cidade além dos amigos que se aventuraram a ir comigo nesta jornada de Santos a Cuia.
Então, num belo dia nem tão belo assim, fui pautada para entrevistá-lo. Soube por outros repórteres que ele não era muito chegado a dar entrevistas para jornal. Que era muito culto e PhD no que fazia. Já fiquei tremendo de medo. Como tinha aprendido na faculdade a primeira coisa que tinha que perguntar era o nome completo. Primeiro erro! Ele logo me veio com esta sutil patada “ô filha, você não sabe nem meu nome e quer me entrevistar?”. Daí eu disse que era nova na cidade e tal. E ele me disse o nome e cargo direitinhos.
Na segunda pergunta, que não lembro qual foi, mas sei que foi sobre seu trabalho, ele veio com mais um zurro: “(suspiro) não sei se devo explicar porque acho que você não vai entender”. Uau! Pensei, que pretensioso! E disparei: “se o senhor não me explicar daí que não vou entender mesmo!”. E ele não se contentou e disse: “por isso que prefiro dar entrevista para TV porque daí sou eu que estou falando. Não corro o risco de ser mal interpretado”.
Mesmo com toda essa boa vontade ele respirou fundo e me explicou tudo (até demais). O que era pra levar meia hora levou mais de uma. Cheguei à redação, fiz a matéria já esperando reclamação dele no outro dia. Mas, qual não foi minha surpresa que não ocorreu isto. Apenas um pesado silêncio e distância entre nós. Confesso que prometi a mim mesma que não mais iria entrevistar este homem. E em outras ocasiões em que isto me foi proposto eu sempre dei um jeito de passar a bola adiante.
Mas, como a vida dá voltas...alguns anos depois, acho que uns cinco, tive que entrevistá-lo. Lá fui eu carregando gravador e minha má vontade para a Defesa Civil. E qual não foi minha surpresa a gentileza a qual ele me tratou. Me deu todos os dados solicitados, mapas, informações adicionais, dicas. O encontro durou quase duas horas. Na despedida ele virou pra mim e disse: “gostei de você! Entendeu tudo direitinho. Você é nova em Mato Grosso?”. Não podia perder a oportunidade de vingança e falei: “Não, tenho mais de cinco anos aqui. Já o entrevistei logo que cheguei e o senhor me disse que eu não entenderia o que iria me dizer!”.
Agi por impulso e logo depois de declarar isso pensei que ele nunca mais me daria entrevistas. Então veio a surpresa! Ele olhou bem pra mim e disse: “Nossa! Eu devia estar num mal dia! Desculpe”.
Me senti pequena em não compreender as alterações de humores das pessoas e não agir como uma profissional e sim como uma menina que se magoa com qualquer comentário. Passei a admirá-lo desde então porque ele teve a humildade, embora sabendo muito mais do que eu, e correndo o risco de eu não colocar tudo como ele disse no papel, de pedir desculpas e compreender minha mágoa. Hoje eu que peço desculpas porque acho que também não estava num bom dia. Muitas tempestades de insegurança em mim, muitas inundações de soberba de achar que, lógico, eu o entenderia sim. Deixei de lado os ensinamentos dos mestres da faculdade de que o jornalista é e deve ser um ser humilde, pois é aquele que não sabe nada e deve buscar sempre o conhecimento, inclusive de si mesmo.
Esta mensagem é uma homenagem a este meu cobaia-entrevistado. Se for usada no livro sobre Iglesias, será uma honra!
sábado, 28 de março de 2009
Ich liebe mich!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Esse seu olhar...

Estás longe mas,
mesmo assim,
a lembrança de teus olhos
não sai da minha mente.
Aliás, não são nem os olhos
é esse olhar de "eternamente"!
Pausado,
pousado,
envolvente.
Que me penetra displicentemente.
E (até)parece inocente.
Mas está sempre disposto a destruir
até os mais altos muros
que eu pense (só pense) em constuir...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Memórias de uma pau-rodado - Parte II - O começo da ida

Então, na minha cabeça, sempre confusa, eis que era chegado o momento pelo qual eu sempre esperei desde o título da minha redação de vestibular para a faculdade: "Parado no meio do mundo senti chegar meu momento!"
Este era o me momento de conseguir de uma vez tudo o que sonhei, viver do meu sonhado trabalho e morar sozinha!
Um grupo de amigos foi uma semana antes. Iriam ficar num apartamento que uma amiga arrumara nem sei como! Liguei uns 2 dias antes de eu ir, para saber o que encontraram por aqui e a resposta foi que o apartamento era horrível e que já estavam todos instalados na casa do professor da UFMT que tinha avisado ao nosso professor sobre as vagas em Cuiabá.
Então, na data combinada deixei mãe e amigos chorando e parti com uma mala enorme, uma mochila nas costas, R$ 400,00 e muita esperança no coração de que, aqui, haveria de acontecer algo bom para meu crescimento profissional.
Cheguei em 5 de abril de 1995. Conheci o tal professor. Chamava-se Aílton Segura e, como bem disse o nome, segurou nossas pontas (minha e de mais 7 pessoas em sua casa por 3 meses). Sua mulher era uma simpatia (Ednice) e seus dois filhos, hoje já com as vidas encaminhadas uma para o turismo e o outro para o jornalismo gastronômico, eram pequenas graças que não reclamaram de perder os quartos por todo esse tempo.
O papai e a mamãe deles é que não devem ter gostado nada de ter a privacidade invadida pelos filhos. Lembro um dia que a Manoela, filha deles, saiu do quarto dos pais chorando dizendo "minha mãe é uma prostituta!". Tudo porque encontrou na gaveta da mãe um corpete vermelho ou preto, não lembro bem (que ela só via nas novelas vestidos em prostitutas). Então, qual não foi sua surpresa quando viu isso na gaveta da mãe.
Até explicar que alho não era bugalho foi um chororô!
Liguei para as amigas de Santos e as perguntas eram as mais esdrúxulas: "tem jacaré na rua?", " e onça? Já viu em Cuiabá?" "E como são os índios?", "Aí vende camisinha de pele de cobra?". Santa ignorância paulista!
Expliquei que aqui era uma capital com cara de cidade pequena. Mas o que me matava ( e mata até hoje) era o calor insuportável e as ladeiras. Eu andava pelas ruas tomando sorvete, refrigerante, água, suco e água de côco direto! Hoje já ando com minha garrafinha de água a tiracolo e não preciso mais gastar tanto dinheiro. Nunca pensei também que usaria guarda-chuva como guarda-sol! E nem que meus 6 meses programados para ficar aqui se tornariam anos. Aliás, quase 14 anos!
Passou um mês e todos foram arranjando emprego. Eu fui a última a encontrar, era no recém-criado veículo Folha do Estado. Editoria de Geral (buraco, polícia e outras coisas da vida).
E qual não foi minha surpresa que meu primeiro dia de trabalho como jornalista de verdade foi no dia do trabalho. Aí eu vi que era aquela vida que eu queria: ir atrás da notícia não importa que dia ou hora fosse. No caso, naquele dia não cobri grande coisa. Era uma reunião de motoristas na Praça da Farinha para decidir se entrariam em greve ou não. Foi moleza, além do mais o fotógrafo que me acompanhou (Marcos Bergamasco) foi de bermuda e as pernas maravilhosas ajudaram o trabalho a fluir... Aiaiai bons tempos em que todos éramos inocentes (ou quase todos)...(to be continued)
Este era o me momento de conseguir de uma vez tudo o que sonhei, viver do meu sonhado trabalho e morar sozinha!
Um grupo de amigos foi uma semana antes. Iriam ficar num apartamento que uma amiga arrumara nem sei como! Liguei uns 2 dias antes de eu ir, para saber o que encontraram por aqui e a resposta foi que o apartamento era horrível e que já estavam todos instalados na casa do professor da UFMT que tinha avisado ao nosso professor sobre as vagas em Cuiabá.
Então, na data combinada deixei mãe e amigos chorando e parti com uma mala enorme, uma mochila nas costas, R$ 400,00 e muita esperança no coração de que, aqui, haveria de acontecer algo bom para meu crescimento profissional.
Cheguei em 5 de abril de 1995. Conheci o tal professor. Chamava-se Aílton Segura e, como bem disse o nome, segurou nossas pontas (minha e de mais 7 pessoas em sua casa por 3 meses). Sua mulher era uma simpatia (Ednice) e seus dois filhos, hoje já com as vidas encaminhadas uma para o turismo e o outro para o jornalismo gastronômico, eram pequenas graças que não reclamaram de perder os quartos por todo esse tempo.
O papai e a mamãe deles é que não devem ter gostado nada de ter a privacidade invadida pelos filhos. Lembro um dia que a Manoela, filha deles, saiu do quarto dos pais chorando dizendo "minha mãe é uma prostituta!". Tudo porque encontrou na gaveta da mãe um corpete vermelho ou preto, não lembro bem (que ela só via nas novelas vestidos em prostitutas). Então, qual não foi sua surpresa quando viu isso na gaveta da mãe.
Até explicar que alho não era bugalho foi um chororô!
Liguei para as amigas de Santos e as perguntas eram as mais esdrúxulas: "tem jacaré na rua?", " e onça? Já viu em Cuiabá?" "E como são os índios?", "Aí vende camisinha de pele de cobra?". Santa ignorância paulista!
Expliquei que aqui era uma capital com cara de cidade pequena. Mas o que me matava ( e mata até hoje) era o calor insuportável e as ladeiras. Eu andava pelas ruas tomando sorvete, refrigerante, água, suco e água de côco direto! Hoje já ando com minha garrafinha de água a tiracolo e não preciso mais gastar tanto dinheiro. Nunca pensei também que usaria guarda-chuva como guarda-sol! E nem que meus 6 meses programados para ficar aqui se tornariam anos. Aliás, quase 14 anos!
Passou um mês e todos foram arranjando emprego. Eu fui a última a encontrar, era no recém-criado veículo Folha do Estado. Editoria de Geral (buraco, polícia e outras coisas da vida).
E qual não foi minha surpresa que meu primeiro dia de trabalho como jornalista de verdade foi no dia do trabalho. Aí eu vi que era aquela vida que eu queria: ir atrás da notícia não importa que dia ou hora fosse. No caso, naquele dia não cobri grande coisa. Era uma reunião de motoristas na Praça da Farinha para decidir se entrariam em greve ou não. Foi moleza, além do mais o fotógrafo que me acompanhou (Marcos Bergamasco) foi de bermuda e as pernas maravilhosas ajudaram o trabalho a fluir... Aiaiai bons tempos em que todos éramos inocentes (ou quase todos)...(to be continued)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Memórias de uma pau-rodado - parte I - Do mar para o rio

Calma! Quem ver o título acima e não for cuiabano - ou não morar em Cuiabá há tempo suficiente, como eu - pode até pensar mal de mim com esta expressão. Mas a denominação "pau-rodado" é dada pelos cuiabanos aos que chegam de fora. Que não são "povo" de nenhuma família conhecida daqui. É como um pau que roda com uma enchente e pára onde ela quiser, sem estar seguro em nada. Pelo menos foi assim que entendi quando um cuiabano de "tchapa e cruz" (do nascimento até a morte) - é, estes cuiabanos são mesmo cheios de expressões próprias que soam estranhas aos paus-rodados, mas que, depois se adequam ao nosso vocabulário e soam até com certa saudade ao coração de tudo o que fica quando vamos embora.
Agora que vou embora posso dizer que, as palavras que achei estranhas quando cheguei, agora juntam-se às milhares de lembranças boas e ruins desta terra e estas me marcaram à ferro. Por isso vão comigo pra sempre. Ah! E nem poderia ser diferente. Também levo de "lembrança" dois cuiabaninhos, os meus filhos: Vittória e Carlinhos.
Mas para explicar como cheguei até aqui... e cansei, tenho que começar do início já que, parece, minha odisséia por estas plagas eis, que chega ao final, quase totalmente feliz, mas que caminha para um recomeço imensamente novo e feliz.
Muita gente me pergunta, quando digo que sou de Santos, como vim parar tão longe do mar. Aliás, no ponto mais distante de todos os mares. Diga-se de passagem, Cuiabá fica no centro Geodésico da América do Sul. Desse jeito não ía dar certo mesmo. Lembram da música? "como pode um peixe vivo viver fora d´água fria?". E aos que dizem que peixe que quer viver vive em qualquer água digo mais, peixe de mar não vive em rio. Precisa do sal misturado com o sol e a brisa. Água doce é boa de beber, mas se beber demais porque o sol é de rachar a cabeça e o coração, deixa a gente com barriga, por isso fiquei com duas (meus cuiabaninhos que mencionei lá em cima).
Bem, o ano era 1994. Fim de curso de jornalismo e eu com o sonho de trabalhar no maior jornal da minha pequena e querida cidade. Para mim, um mundo imenso de respeitabilidade se abriria à minha frente só por eu trabalhar lá.
Afinal, meu irmão era gráfico deste jornal e só de falar que trabalhava lá, nas mais diversas situações, o "povo" respeitava.
Enfim, mandei currículo achando que minha 'vasta' experiência de "2" semanas como estagiária de uma assessoria de eventos de surf e meus textículos de faculdade fossem "impressionar" a galera do grande grupo A Tribuna (jornal e rádio).
Enfim, quando vi que a coisa não ía acontecer resolvi apostar em Sampa. Ainda apostando que o mercado gostaria de minha vontade de ser uma boa profissional me inscrevi numa seleção para trabalhar na editora Abril. Recebi uma carta deles e quase enfartei. Mas a correspondência era só pra agradecer o interesse e dizer que meu currículo ficaria em seus bancos de dados (ou a maneira gentil de falar lata de lixo) para o futuro (que até hoje não chegou).
Já me conformava em ser funcionária pública da prefeitura de Santos para o resto da vida quando meu professor da faculdade informou aos formandos daquele ano que Cuiabá não tinha nenhuma turma de jornalismo formada. Por isso tinha muitas vagas para os profissionais diplomados.
Mas para explicar como cheguei até aqui... e cansei, tenho que começar do início já que, parece, minha odisséia por estas plagas eis, que chega ao final, quase totalmente feliz, mas que caminha para um recomeço imensamente novo e feliz.
Muita gente me pergunta, quando digo que sou de Santos, como vim parar tão longe do mar. Aliás, no ponto mais distante de todos os mares. Diga-se de passagem, Cuiabá fica no centro Geodésico da América do Sul. Desse jeito não ía dar certo mesmo. Lembram da música? "como pode um peixe vivo viver fora d´água fria?". E aos que dizem que peixe que quer viver vive em qualquer água digo mais, peixe de mar não vive em rio. Precisa do sal misturado com o sol e a brisa. Água doce é boa de beber, mas se beber demais porque o sol é de rachar a cabeça e o coração, deixa a gente com barriga, por isso fiquei com duas (meus cuiabaninhos que mencionei lá em cima).
Bem, o ano era 1994. Fim de curso de jornalismo e eu com o sonho de trabalhar no maior jornal da minha pequena e querida cidade. Para mim, um mundo imenso de respeitabilidade se abriria à minha frente só por eu trabalhar lá.
Afinal, meu irmão era gráfico deste jornal e só de falar que trabalhava lá, nas mais diversas situações, o "povo" respeitava.
Enfim, mandei currículo achando que minha 'vasta' experiência de "2" semanas como estagiária de uma assessoria de eventos de surf e meus textículos de faculdade fossem "impressionar" a galera do grande grupo A Tribuna (jornal e rádio).
Enfim, quando vi que a coisa não ía acontecer resolvi apostar em Sampa. Ainda apostando que o mercado gostaria de minha vontade de ser uma boa profissional me inscrevi numa seleção para trabalhar na editora Abril. Recebi uma carta deles e quase enfartei. Mas a correspondência era só pra agradecer o interesse e dizer que meu currículo ficaria em seus bancos de dados (ou a maneira gentil de falar lata de lixo) para o futuro (que até hoje não chegou).
Já me conformava em ser funcionária pública da prefeitura de Santos para o resto da vida quando meu professor da faculdade informou aos formandos daquele ano que Cuiabá não tinha nenhuma turma de jornalismo formada. Por isso tinha muitas vagas para os profissionais diplomados.
E enquanto eu pensava aonde raios ficava Cuiabá ele dizia que nessa terra tinha 2 jornais já consolidados (A Gazeta e o Diário de Cuiabá) e mais um recém-aberto (Folha do Estado) que parecia que ía vingar e se firmar no mercado. E que havia vagas para pessoas formadas. E o melhor: pagava o maior salário da América Latina! E melhor ainda: como a jornada era de 5 horas poderíamos ter 2 empregos (conheço gente que conseguiu até 3!). Enfim, bons tempos aqueles em que havia esperança. Pelo menos no meu coração.
Comecei a colocar na cabeça que precisava arriscar. Sair da casa de meus pais e viver meu sonho de morar sozinha com meus próprios recursos e com algo que eu amava desde criança que era escrever.
Com minha razão (se é que eu já tive um dia) eu pensava se íria dar certo sair de perto de minha família e ir para um lugar em que não conhecia ninguém. Mas como meu coração (que sempre falou mais alto e me fez sentir as maiores alegrias e também ter as quedas mais doídas) eu pensava: o que tenho a perder? Tenho um diploma, nenhum namorado e se não der certo sempre terei minha família!
(to be continued ou em bom cuiabanês "manhá cidinho tem más" = amanhã cedinho tem mais)
(to be continued ou em bom cuiabanês "manhá cidinho tem más" = amanhã cedinho tem mais)
Assinar:
Postagens (Atom)
